
Hoje me peguei pensando, que sempre escrevo quando estou triste. Acho que é uma boa, ou senão a melhor forma de desabafar.
E aqui estou novamente, desabando.
Tô exausta, com o coração partido e jogado às traças. Jogada na minha cama, com o netbook no colo, e falando com o computador numa sexta-feira a noite. Mas estou lutando pra não chorar. E pelo incrível que pareça não está sendo difícil. Acho que aprendi em outras ocasiões á lidar com esse sentimento.
Estou me tornando uma pessoa. Acho que é assim que as pessoas de verdade são, né? Frias, longínquas, e uma série de outros adjetivos.
Como diria Caio Fernando Abreu : “[...]viver para sempre tão boba e perdida teria sido fatal.”
Agora sigo esse caminho tortuoso que é a vida de gente grande, com sentimentos de gente grande, e me comportando diante desse tipo de fato como gente grande. Até o dia que eu me deparar com os olhos brilhando, o coração se recompondo, até começar tudo novamente. Ciclo da vida, ciclo do amor? Não sei. Mas espero sentada, e tranquilamente, o dia em que chegar alguém disposto a consertar meu coração e nunca mais parti-lo. Até lá, estamos na luta.
CEA
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