sexta-feira, 7 de outubro de 2011

- O Pequeno Príncipe.


"- Que quer dizer “cativar”?
 - Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
 - Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer “cativar”?
 […] - É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa “criar laços…”
 - Criar laços? - Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo. […] - Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
 - O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
 […] - Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa. […]"

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